Como Vender Energia Solar no Mercado Livre Pela CCEE?

A energia solar com certeza é um dos temas mais comentados hoje em dia, principalmente por conta da crise econômica. 

Empreendedor solar

Como Vender Energia Solar no Mercado Livre Pela CCEE?Como Vender Energia Solar Online

O mundo inteiro está passando por uma situação complicada de retomada à economia, e com isso, é preciso se adaptar a medidas mais em conta. 

Por outro lado, outras pessoas procuram colocar em prática o empreendedorismo, com a idade de vender energia solar online. 

Isto é, unir o útil ao agradável, visto que todos estão na internet, logo, você também deve se inserir nesse meio. 

A energia solar pode sim ser vendida, inclusive de duas maneiras diferentes. 

Essas formas são através de leilões (com regulamentação da ANEEL) ou pelo mercado de contratação livre, mediante usinar solares. 

Essa comercialização da energia solar também pode ser feita por seus sistema fotovoltaico para uma rede distribuidora. 

Assim, é possível receber os créditos de energia, mas você deve optar pela alternativa que mais lhe for benéfica. 

Dito isso, vamos conferir abaixo algumas dicas que podem te ajudar a vender energia solar. 

É possível vender a energia solar produzida em casa? 

Se você produz energia solar em sua própria casa, e agora deseja comercializar isso, um dos questionamentos é se é possível vender essa energia solar produzida em casa. 

E sim, a resposta é positiva, você pode vender essa energia solar com base na utilização dos créditos que você tem de energia à geração excedente. 

Inclusive, você pode ainda vendes para os clientes do mercado livre de energia, agindo como um autoprodutor associado à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

Ressalte-se que essa regra vale tanto para a energia solar, como para as energias hidráulicas, eólica e biomassa. 

Logo, essa prática não traz benefícios apenas para o consumidor, mas também para o Estado. 

Dessa maneira, a venda de energia solar proporciona uma melhor economia para todos. 

O processo para vender energia solar é até simples, sendo necessário apenas preencher alguns requisitos exigidos. 

Abaixo, explicaremos como você pode vender energia solar, seguindo toda a regulamentação específica que aborda sobre o tema. 

De que forma posso vender energia solar produzida em casa? 

Para que você consiga vender a energia solar produzida em sua casa, primeiro é preciso produzir o excesso dessa energia. 

Portanto, com isso, você vai estar emprestando a energia para a rede da distribuidora. 

Ela, por sua vez, realizará um pagamento referente a essa energia em excesso, em forma de crédito equivalente ao mesmo valor. 

Porém, esse crédito tem um período de validade, geralmente de até 60 meses, com o retorno financeiro de 95% da diminuição na conta de energia. 

Ao seguir esse modelo de venda da energia solar, você não terá o dinheiro, e sim crédito em energia. 

Para isso, você deverá ter um sistema on-grid, com a finalidade de enviar a energia em excesso para a respectiva distribuidora de energia. 

De forma a incentivar os consumidores da energia solar, que têm a geração própria de energia, e ANEEL publicou em 2012 a Resolução n° 482. 

Essa resolução dispõe de um avanço, no que se refere à regulamentação da energia do país. 

Logo, ela permite que se converta o excedente em energia que foi gerado por seus sistema fotovoltaico, podendo utilizar os créditos de energia. 

Então, você pode se tornar um micro ou minigerador, sendo necessário ter uma potência de igual ou menor potência de 75 kW, maior que 75kW e inferior ou igual ao valor de 3MW.

Com isso, os geradores de energia solar conseguem resultar em uma economia de até 95%, sem contar com a contribuição sustentável para o meio ambiente. 

Geração compartilhada da sua energia solar 

Através da regulamentação específica, vemos que o crédito gerado da energia solar excedente pode ser usada por uma unidade consumidora diversa. 

No entanto, a exigência dessa utilização é que essa unidade consumidora tenha vínculo com o mesmo CPF ou CNPJ. 

Caso esse requisito seja atendido, é possível sim realizar a transferência de créditos excedentes entre as propriedades. 

Porém, isso também deve ter previsão no contrato. 

Assim, você poderá fazer a transferência dos créditos de energia entre as suas propriedades, ou até mesmo envolvendo cooperativos e consórcios. 

Ou seja, uma opção é unir um grupo de amigos (ou até mesmo de empresas) para construir um gerador de energia grande, dividindo então a produção de energia. 

Para isso, os envolvidos devem estar em uma mesma área de cobertura dessa distribuidora de energia. 

Autoconsumo remoto 

Já no ano de 2015, tivemos a revisão dessa norma 482, trazendo ainda mais benefícios, como o autoconsumo remoto. 

Esse autoconsumo remoto se trata de unidades que são consumidores da mesma titularidade, no caso de uma pessoa jurídica ou pessoa física. 

No caso da pessoa jurídica, é necessário que ela inclua matriz e filial, se houve. 

E na situação de ser pessoa física, essa deve ter unidade consumidora de mini ou microgeração com distribuição em locais diferentes dessa unidade. 

Porém, ela deve estar na mesma área destinada à concessão e permissão, onde a energia excedente poderá ser compensada. 

Dessa forma, será possível fazer a geração de energia na unidade consumidora, e o excedente vai abater em outra unidade da mesma pessoa. 

Maneiras de gerar e vender energia solar 

As principais maneiras de gerar e vender energia solar são: 

  • Tornar-se produtor da sua energia solar, com produção de 500 kW a 3 MW; 
  • Associar-se À Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), vendendo aos consumidores de mercado livre; e
  • Participar de leilões com a finalidade de comprar a energia elétrica da ANEEL 

Se você não estiver com os requisitos exigidos pela CCEE, não será possível realizar a venda da energia solar que você gera. 

Entretanto, você pode receber os créditos dessa energia para usar nos dias em que não tem geração de energia solar, o que economiza até 95% das contas. 

Leilões com regulação da ANEEL 

A Agência Nacional de Energia Elétrica, ou ANEEL, se responsabiliza por entregar e gerar energia elétrica para o nosso país. 

Com isso, a Agência realiza alguns leilões para comprar energia elétrica. 

Dessa maneiras, as concessionárias do ramo e autorizadas podem disponibilizar o atendimento específico de leilões. 

Eles são feitos pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, ou CCEE, em delegação junto à ANEEL. 

Os leilões possuem algumas categorias específicas, tais como 

  • Ajuste
  • Compra 
  • Energia de reserva
  • Estruturante 
  • Excedentes 
  • Fontes alternativas 
  • Venda 

Mercado livre de energia 

O mercado livre de energia é um ambiente voltado para a contratação livre, logo, com mais independência. 

Portanto, isso significado que o mercado livre de energia permite que a energia seja comercializada, estimulando a livre concorrência.

Toda essa prática torna os custos de compra mais acessível. 

Com isso, nesse modelo para contratação, vemos que o consumidor tem a liberdade de optar pelo fornecedor de energia que mais lhe agrade.

Além disso, é possível negociar os valores, conveniências e preferências, tornando essa contratação mais livre, como o nome já nos propõe. 

Para poder vender energia solar nesse mercado, é necessário ser autoprodutor ou gerador de energia com associação à CCEE. 

Como vimos, o mercado livre de energia têm diversos benefícios, auxiliando o consumidor, como a escolha independente e flexibilidade. 

Como participar da CCEE? 

Como foi dito anteriormente, para vender energia solar, um dos caminhos é ser associado à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

O primeiro passo é verificar se a sua empresa pode fazer parte da Câmara. 

Sua empresa deve ter a autorização de atuação como um comercializador, sob a luz da Resolução Normativa 678/2015. 

Depois disso, você vai fazer um pedido formal junto à Aneel. 

Nessa etapa, os documentos solicitados são a Certidão de Regularidade (válido por 30 dias, a partir da expedição) e o Parecer Técnico e Jurídico. 

Então, a Aneel poderá decidir acerca da sua solicitação em até 30 dias. 

Depois que o processo for autorização, sua empresa terá 90 dias para a conclusão da adesão. 

Mercados de comercialização de Energia 

No nosso país, já temos dois mercados enormes voltados para a comercialização de energia, sendo um deles o ACR (Ambiente de Contratação Regulada). 

No ACR, os consumidores cativos podem fazer parte. 

Além do ACR, temos o ACL (Ambiente de Contratação Livre), onde os consumidor livres fazem parte. 

Ambiente de Contratação Livre (ACL)

No Ambiente de Contratação Livre o consumidor livre compra energia direto com os agentes comercializadores. 

Essa compra é feita mediante contrato, com a possível negociação do valor das tarifas, bem como do prazo e do volume. 

Um dos maiores benefícios desse modelo é que no contrato terão os valores, conferindo melhor previsibilidade para você, consumidor. 

Nesse modelo, temos o consumidor livre. 

Ambiente de Contratação Regulada (ACR) 

Já no Ambiente de Contratação Regulada temos o consumidor cativo. 

Esse consumidor é o que compra a energia direto com a concessionário da distribuição, com a interligação elétrica. 

A unidade, então, pagará somente pela energia mensal, o que inclui os devidos serviços para distribuir e gerar energia. 

O ponto negativo é que a regulamentação das tarifas é feita pelo governo. 

E seguindo padrão, nesse modelo todos os consumidores são considerados cativos. 

 

 

► Entre para o grupo de Empreendedores que faturam de R$4.000,00 a R$30.000,00 mês. Formação completa em 40 dias, Instalação, Projeto e Comercial.saber mais sobre o cursozap do curso

Instrutor Técnico no Curso Elétrica e Cia, Formada pela Escola Técnica CEC e Estudante de Engenharia Elétrica - Um cara apaixonado por Energia Solar e Eletrônica. Crea-RJ: 2018103375

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *